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Colecção Paleontológica

A Sociedade de História Natural tem ao seu cuidado uma das maiores colecções paleontológicas de vertebrados do Jurássico superior de Portugal, fruto de uma década de intervenções na região Oeste, em particular no Concelho de Torres Vedras. 

 

Do ponto de vista paleontológico a região de Torres Vedras é extremamente rica e diversificada, estando inserida numa das zonas mais profícuas em restos de dinossáurios do Jurássico superior, que ocorrem associados a numerosos restos de outros vertebrados (peixes, tartarugas, crocodilos, lagartos, pterossáurios, mamíferos primitivos, entre outros). O seu potencial já é conhecido desde há muito. Sauvage (1897-98) já mencionava a existência de jazidas de interesse neste território. Merece ainda destaque a memória “ Dinosauriens Du Portugal” da autoria dos geólogos Albert de Lapparent e Georges Zbyszewski, (1957) onde são citadas numerosas jazidas da nossa região, as quais vieram a enriquecer consideravelmente o espólio dos Serviços Geológicos de Portugal. A pouco e pouco o seu potencial foi sendo reconhecido a nível nacional e até mesmo internacional tendo suscitado o interesse e curiosidade de diversos especialistas nacionais e estrangeiros. Entre os dinossauros presentes nas jazidas identificadas pela Sociedade de História Natural citam-se carnívoros terópodes e os herbívoros estegossáurios, saurópodes, ornitópodes e anquilossáurios. 

 

A juntar ao importante espólio resultante das nossas intervenções, um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Sociedade de História Natural permitiu a aquisição de uma colecção paleontológica privada, fruto de duas décadas de recolhas por dois aficionados da paleontologia:os senhores José Santos e Luís Francisco. Estas recolhas permitiram a reunião de uma das mais destacadas colecções de fósseis do nosso país, sobretudo no tocante a restos de dinossauros. Entre o imenso espólio constituinte daquele acervo, encontram-se restos de exemplares de praticamente todos os grandes grupos destes fabulosos animais, principalmente dentro das faunas representativas do Jurássico Superior da Península Ibérica, e dos quais os da Bacia Lusitânica (Portugal, abrangendo a actual Estremadura com principal incidência na região Oeste) são os mais expressivos. Tratam-se de conjuntos de ossos de dezenas de exemplares, bem como de largas centenas de peças isoladas (uma abordagem quantitativa mais detalhada está a ser realizada, no âmbito do Projecto SIGAP), na sua maioria provenientes da zona de Torres Vedras e região envolvente. Nesta colecção registam-se ainda outros vestígios directos e indirectos (ovos, pegadas, pistas) de vários grupos de organismos fósseis: peixes, tartarugas, crocodilos, répteis voadores (pterossáurios), lagartos bem como invertebrados marinhos e não marinhos do Jurássico português.Desde cedo que os proprietários da referida colecção manifestaram o desejo de permitirem o estudo e publicação da mesma pela Sociedade de História Natural, bem como a sua gestão e musealização, o que foi permitido em sede de protocolo pela sua transferência para a autarquia, competindo-nos a sua gestão, estudo, publicação, preparação, acondicionamento e futura exposição.A Colecção Paleontológica é gerida pela equipa do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia, onde é devidamente intervencionada e acondicionada.

Aspectos da Geologia, Paleontologia e Paleoecologia de Torres Vedras

Durante o Jurássico superior, o clima seria predominante quente e húmido devido às latitudes a que se encontrava a placa ibérica, 30ºN aproximadamente. A variação de fácies quer no tempo quer no espaço, do Jurássico superior da região de Torres Vedras, é uma das suas características peculiares, possuindo um grande interesse do ponto de vista paleoambiental. Apresenta desde fácies claramente continentais a fácies marinhas e de transição. O ambiente de deposição continental varia desde o domínio fluvial, predominante, e o domínio subaéreo (terrestre), evidenciado pelos níveis de paleosolos, por vezes bem desenvolvidos. Os ambientes de transição seriam essencialmente do tipo deltaico e lagunar e por último os ambientes marinhos, que seriam geralmente pouco profundos, de domínio litoral.